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Duelo de pequenos

04/30/2011

Jogando como time pequeno, ao melhor estilo Muricy Ramalho, o Santos venceu o São Paulo, que não deixou por menos e também jogou como time pequeno. O SanSão estava mais para Dalila.

Não vou negar que muitas vezes a tática do Muricy dá certo. Os títulos brasileiros conquistados por ele são exemplo disso. Só não gostaria de ouvir alguém dizer que Muricy foi contratado por causa do DNA ofensivo da equipe do litoral.

Muricy Ramalho entrou com o 4-4-2 e com o time titular. Achei estranho. Embora não saiba da minha existência, calou a minha boca. Lógico que ele não aguentou e no intervalo, quando ainda estava 0 x 0, sacou um atacante e colocou um zagueiro. Típico dele. Ninguém vai dizer que ele errou, até porque ele acabou ganhando a partida. Já não criticam quando ele perde, o que dirá quando ele ganha. Só que o Mourinho foi tão covarde quanto ele, perdeu, e todos criticaram. A diferença é que o Mourinho não tem a sorte do Muricy.

O Carpegiani conseguiu ser pior. Para variar inventou na escalação. Colocou só o Dagoberto na frente. Assim, deixou de explorar o ponto fraco santista: a defesa. Depois, para tentar empatar, Carpegiani começou a fazer valer o disposto no artigo 3º do Estatuto do Idoso, que diz que é obrigação da sociedade assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito ao esporte. Colocou Rivaldo e Fernandão. Juntando-se a Rogérino Ceni, são mais de 100 anos de futebol. Só no finzinho, quando já estava 2 x 0 para o Santos, Carpegiani colocou um centroavante. Mas a substituição não teve muito efeito. Além do pouco tempo, o atacante era Willian José. Vida longa para Carpegiani no Morumbi, exclamação.

Enfim, não se deixe enganar pelas notícias da imprensa. O Neymar mais uma vez passou batido em um jogo decisico, eo Muricy jogou como um medroso, errou na mexida do time, e ganhou por sorte.

Vinicius (ex)Avallone, choram meu amigo Ratinho e meu Tio Zeca; alegria para o meu primo Thiago, que dizem estar simulando que está com dengue para não trabalhar

Campeonato paulista de 91: direto do túnel do tempo

04/18/2011

O mesmo São Paulo Futebol Clube que hoje reclama de supostamente ser prejudicado pelo regulamento “esdrúxulo” do campeonato paulista deste ano parece que esqueceu de um dos regulamentos mais esdrúxulos e, pior, mais direcionados que eu já vi na história do futebol. Estou falando do famigerado campeonato paulista de 1991. Meu Deus, exclamação.

Não vou nem perder meu tempo em lembrar que naquele ano a Federação Paulista de Futebol salvou o São Paulo Futebol Clube do vexame de jogar a segunda divisão do campeonato paulista. Se tiver com dúvida a respeito do tema, clique aqui e salve o documento antes que a diretoria do São Paulo mande apagar (parece a Xuxa tentando apagar todos os vestígios do seu filme erótico).

Por incrível que pareça, a virada de mesa não foi a pior coisa do campeonato daquele ano. Eles conseguiram ir além. O mais grotesco foi dar vantagem ao São Paulo Futebol Clube na segunda fase do campeonato – quando o time se juntou aos classificados na chave correspondente aos times da primeira divisão –, mesmo tendo o clube jogado o módulo que correspondia à segunda divisão.

De fato, São Paulo e Palmeiras terminaram empatados no Grupo 2 da segunda fase, mas o SPFC acabou conquistando a vaga para a final em razão da melhor campanha na primeira fase. Ou seja, o São Paulo saiu da segunda divisão, não jogou contra ninguém, e mesmo assim acabou levando vantagem em relação aos demais, inclusive aqueles que jogaram a primeira divisão contra adversários que se presume mais fortes.

Será que as pessoas ligadas ao São Paulo se esquecem desses fatos ou são cínicos mesmos, interrogação.

Vinicius (ex)Avallone, pior do que o regulamento do campeonato paulista de 1991, só aquele que o time precisava perder para se classificar, ou então aquele que o próprio SPFC se classificou pelo número de cartões amarelos

Já era previsto

04/17/2011

Embora os grandes ainda joguem contra os pequenos nesse primeiro momento, o campeonato paulista começa a partir de agora. Perdeu, tchau. Não interessa quantos pontos foram conquistados ou quantos gols foram feitos na primeira fase. Perdeu, tchau. Se é justo ou não, azar de quem concordou e assinou. O choro é livre.

Por falar em choro, como já era previsto tem time questionando o regulamento do campeonato paulista. Qual time, interrogação. O mesmo de sempre.

– Quem fez este regulamento brincou de boneca até os 30 anos. (Paulo César Carpeggiani)

– O regulamento é esdrúxulo. Não tem lógica o que fazem. (Rogério Ceni)

Concordo que o regulamento não tem lá muito sentido. Mas agora, depois de terminada a primeira fase e definida a classificação, é o momento de reclamar, interrogação. E por que não se reclama com o presidente do clube,  que, direta ou indiretamente, concordou com o regulamento, interrogação. Não tem muita lógica espernear agora. Fazer isso agora é mais injusto do que qualquer coisa.

Tudo isso é medo da Portuguesa, interrogação. Não duvido, pois depois do que fizeram contra o coitado do Santinha…

Sei lá, mas para mim reclamar do regulamento a essa altura é coisa de quem ainda brinca de boneca. Como diz o Don Bairão, o rei da Nestor Pestana, “tá com medo de cagar não come”.

Vinicius (ex)Avallone, tudo isso por um mero paulistinha, interrogação.

Santa humildade

04/07/2011

Não foi dessa vez que o Santinha conseguiu deixar de ser insignificante. Sua grandeza durou menos de uma semana. É lógico que estou falando da sua insignificância nos dias atuais, pois convenhamos que um time da recém criada quarta divisão não merece ser exaltado. Lá atrás, é possível que o Santinha tenha sido considerado grande. Assim como um dia a Hebe já foi bonita e a Ângela Maria cantava no horário nobre. Sinceramente não me lembro dessa fase do Santinha. Perguntei para ao meu avô Tota e ele também não se lembra. Talvez seja o Alzheimer.

Também não foi dessa vez que o Lucas, ex-Marcelinho, convenceu-me de que é o craque que todos da imprensa paulista propagam. Aliás, não lembro de ter ouvido o nome dele no jogo inteiro. É curioso, mas todas vez que assisto um jogo dele acontece isso. Cada vez mais me convenço de que é o novo Lulinha. É um gol aqui, outro ali, time europeu periférico, repatriação pelo Atlético/MG, empréstimo para o Santa Cruz, e por aí vai.

E o Rogério Ceni, interrogação. Não foi dessa vez que ele assumiu que errou. Pelo menos ele acertou em pressionar a arbitragem, o que acabou surtindo efeito.

Rogério Ceni defende cavadinha: ‘Qualquer um cairia para o lado’

Mesmo depois de perder pênalti na primeira etapa, goleiro do São Paulo diz que cobrou da maneira correta

Vinicius (ex)Avallone, Jeovânio, o meu ídolo

É tudo marketing. É tudo pensado.

03/31/2011

Não posso acreditar que um time que tem a maior revelação do futebol brasileiro dos últimos tempos e o maior goleiro artilheiro do mundo tenha perdido do fraco Santa Cruz em condições normais, mesmo com um jogador a mais. Existe algo de estranho nessa história. Essa derrota deve fazer parte de mais um grande plano de marketing da diretoria do São Paulo. Pode ter certeza. Tendo o jogo de volta, e com a possível transmissão na televisão, o São Paulo consegue expor ainda mais a sua marca e atrair investidores para pagar o Luis Fabiano. Deve ser isso. Só pode ser isso.

E o desespero do Rogério Ceni no jogo, interrogação. O que foi aquilo, interrogação. Discutiu com o juiz, caiu na onda da cera do goleiro adversário, brigou com o zagueiro do Santa Cruz, cobrou falta perto da linha lateral… Meu Deus, exclamação. Se eu bem conheço o Rogério Ceni, que sempre procurou subterfúgios para se destacar na mídia (menos por seu desempenho no gol), isso tudo foi feito propositalmente para que amanhã todos falem que ele tem uma enorme gana, independentemente do adversário, que é são-paulino de verdade etc. Enfim, aquela balela de sempre.

Por falar nos subterfúgios do Rogério Ceni para aparecer, um dos nossos amigos citou em seu comentário a lista da IFFHS com os 10 maiores goleiros artilheiros do mundo. Pelos nomes nela citados e a origem dos jogadores é possível perceber o quanto é relevante o feito do goleiro do São Paulo. Meu amigo Aldair, goleiro da TACO, disse que vai pleitear a 7ª colocação, pois tem provas de que já fez 38 gols só na Liga do Batalha.

1. Rogério Ceni (Brasil) 98 gols

2. José Luis Chilavert (Paraguai) 62

3. René Higuita (Colômbia) 41

4. Jorge Campos (México) 40

5. Dimitar Ivankov (Bulgária) 40

6. Johnny Martín Vegas (Peru) 39

7. Fernando Castro (Costa Rica) 33

8. Álvaro Alfaro (El Salvador) 31

9. Hans Jörg Butt (Alemanha) 28

10. Vincent Enyeama (Nigéria) 24

Vinicius (ex)Avallone, prometo que é a última vez

Luis Fabiano merece tudo isso?

03/30/2011

Sinceramente. Do fundo do coração. Esqueça o seu time e responda com imparcialidade: é justificável organizar uma “grande” festa para apresentar o bom jogador (e só) Luis Fabiano, interrogação. Não fica parecendo coisa de time pequeno, que aproveita qualquer coisa para comemorar, interrogação. Tudo bem que seja feita festa para o Ronaldo. Gordo ou não, o sujeito tem uma história no futebol. Até o Ronaldinho Gaúcho, vá lá. O rapaz um dia já foi alguém. Mas o Luis Fabiano, interrogação.

E o mais ridículo não é simplesmente tentar promover como algo extraordinário a apresentação de um jogador comum, daqueles que se apresenta no centro de treinamento, quando muito em algum salão do clube. Fica mais ridículo ainda quando se tenta incrementar a festa com atrações “artísticas” de gosto e qualidade discutíveis.

Quando se coloca o César Filho (cujo auge da carreira foi apresentar o extinto Papa Tudo)  para conduzir a cerimônia de apresentação, e Max BO (quem?), Jairzinho (Meu Deus), Andreas Kisser (quem II?) e o mala do Nando Reis para cantar, o evento acaba sendo depreciado. Será que a super diretoria de marketing do clube não se deu conta disso. Não era melhor simplesmente apresentar o jogador e só, interrogação. Aliás, a diretoria do São Paulo superou a diretoria do Corinthians (quando esta organizou a festa do centenário). Entre Jairzinho e Maria Cecília e Rodolfo, prefiro a dupla sertaneja.

Apesar de tudo isso, tenho que parabenizar a torcida são-paulina que compareceu em massa no Morumbi (só falta ir no jogo, né). Segundo o César Filho, 45 mil estiveram presentes. Acho que ele se enganou. Só se aumentaram a capacidade do Morumbi para 500 mil e não estou sabendo. Acho que foram umas 20 mil pessoas. 20 mil guerreiros, pois esperaram o Luis Fabiano debaixo de chuva e, pior, ouvindo o Jairzinho cantar.

Vinicius (ex)Avallone

Lá vem o marketing

03/22/2011

Lá vem o São Paulo Futebol Clube de novo com essa história de marketing. O pessoal não cansa. Até quando eles pensam que vão enganar, interrogação. Um vez disseram de boca cheia que fecharam um contrato com a Warner Bros. Até hoje não explicaram no que deu isso. E aquela loja SAO, que só vende camiseta pra tudo quanto é lado. Sempre que eu passo na frente vejo mais vendedores do que clientes. Sem falar no nome.

A contratação do Luis Fabiano vai ter o mesmo enredo da contratação do Rivaldo. Farão festa, chamarão a imprensa e, dessa vez, vão abrir o evento para o público. Usando o artifício de alguns partidos políticos, possivelmente vão contratar algumas pessoas para incrementar o público que irá receber o jogador. Na entrevista vão apresentar um super plano de marketing que a curto prazo vai render milhões ao clube. No final dirão que o jogador sairá de graça.

Depois de tudo isso, não se ouvirá mais falar de nada de marketing.

O fato é que os jogadores que o São Paulo Futebol Clube contratou sob o pretexto do marketing não têm o perfil para isso. Não adianta inventar.

Vinicius (ex)Avallone, o Luis Fabiano é um bom atacante para o futebol brasileiro e nada mais


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