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Triste fim do estádio Palestra Itália

07/09/2010

A despedida não poderia ser diferente. Sofrimento e derrota, algo comum nos últimos anos do velho Palestra Itália.

Os palmeirenses que acreditam na lenda torcem agora para que durante as obras da possível Arena Palestra Itália os restos mortais do sapo enterrado pelo ex-presidente Mustafá Contursi seja localizado e a maldição do estádio enfim termine.

O time do Palmeiras no primeiro tempo jogou como nos últimos meses. Um futebol terrível. Para piorar, no gol estava Bruno (não o confunda com o Bruno Picadinho), primeiro goleiro a quebrar a tradição do Palmeiras de revelar bons jogadores na posição. Falhou feio no primeiro gol. Outra vez, aliás. E não me venha com a história da jabulani. Conversa para boi dormir. Se depender do Bruno, São Marcos vai ter que jogar até os 45 anos.

Quem conseguiu continuar a assistir a partida – e não trocou o jogo pelas reportagens do Brasil Urgente sobre os casos Mércia e Bruno – viu que no segundo tempo o time até que melhorou, apesar dos 3 volantes, outra tradição do estádio Palestra Itália de uns 10 anos para cá. Mas o Palmeiras não conseguiu reverter o placar de 2 x 0.

A segunda parte do jogo só serviu para duas constatações.

A primeira: a ruindade do atacante Tadeu, recém contratado pelo Palmeiras.  Pareceu que o Palmeiras colocou em campo algum segurança, um leão-de-chácara, ou um pugilista. Em menos de 10 minutos ele já estava distribuindo socos nos adversários. Pelo pouco que mostrou na partida é possível cogitar que talvez seja pior do que o seu antecessor, o atacante Robert. Resta saber se Tadeu pelo menos consegue acertar uma cobrança de pênalti.

A segunda: uma andorinha não faz verão. Kleber melhora o time, mas ainda é pouco.

Só o amor para justificar os R$ 80 gastos para assistir a partida na fria e dura arquibancada do estádio Palestra Itália.

Vinicius (ex)Avallone, aposta que o Palmeiras ainda joga neste ano no Palestra Itália

Ainda falando sobre marketing…

07/01/2010

É sabido que o marketing não é forte do Palmeiras.

Prova disso é o jogo amistoso que arrumaram contra o Boca Juniors, marcado para o próximo dia 9 de julho, supostamente para marcar a despedida do Palmeiras antes do início das obras da famigerada Arena Palestra Itália. A intenção – fazer um jogo festivo para a despedida do estádio – é louvável. Mas as ações de marketing planejadas para a promoção da partida e a geração de receitas são simplesmente lamentáveis, beirando o ridículo. Era melhor deixar como estava.

A começar pela data. Sexta-feira, 9 de julho, é feriado em São Paulo. É torcer para fazer tempo ruim. Além disso, o jogo será realizado no meio das finais da Copa do Mundo. Estando ou não o Brasil ou a Argentina na final, todas as atenções estarão voltadas para os jogos a serem realizados no sábado (disputa do 3º lugar) e no domingo (final). A partida entre Palmeiras e Boca Junior simplesmente passará despercebida. Talvez os gols sejam mostrados no Jornal da Gazeta.

Outro problema é que a partida não terá o que seria o principal atrativo: o técnico Felipão. Kleber, recém contratado, é outro que pode ficar de fora. O torcedor terá que arrumar ânimo não sei de onde para ir ao Palestra Itália gritar o nome de Parraga, Murtosa e o atacante Tadeu.

O preço do ingresso cobrado pelo Palmeiras é um capítulo a parte. A arquibancada custará a bagatela de R$ 80,00.  As cadeiras descobertas custarão R$ 250,00 e as cobertas R$ 400,00. Para se ter idéia do exagero, o preço médio para se assistir uma partida da Copa do Mundo deste ano é de cerca de R$ 250,00. A diferença é que lá na África do Sul você assistiria ao Messi sentado numa cadeira confortável, enquanto que no jogo do Palmeiras, pelo mesmo preço, você acompanha os carrinhos do Edinho sentando num chão de concreto.

É amigo palmeirense, quem tem uma diretoria como esta não precisa de adversário. Cobrar R$ 400,oo por um jogo que não vale absolutamente nada – nem pela suposta despedida do estádio, pois pode ter certeza que o Palmeiras ainda vai jogar muitos jogos do campeonato brasileiro deste ano no Palestra Itália – é desafiar a inteligência do torcedor mais sensato.

Mas a piada não para por aí.

O torcedor que quiser trabalhar como gandula na partida pode pagar R$ 1 mil pelo emprego. Isso não pode ser sério. Beira o ridículo. Nem antes da Lei Áurea se pagava para trabalhar. Só faltou o Palmeiras anunciar que quem pagar R$ 10 mil joga na lateral esquerda no lugar do Armero. Aliás, nesse caso eu até entenderia. Se ainda não pensaram nisso, fica a dica para o Palmeiras.

Vinicius (ex)Avallone, o departamento de marketing do Palmeiras conseguiu superar até as mais esdrúxulas ideias dadas pelos mais esdrúxulos participantes que o programa Aprendiz já revelou até hoje


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