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Aqui é retranca meu filho

09/02/2010

O atual líder do campeonato brasileiro vem mostrando a sua verdadeira face. Contagem regressiva para o declive do time de Muricy Ramalho.

Aos trancos e barrancos, empatou dois jogos seguidos em casa, contra os fragilizados São Paulo e Palmeiras. Desculpe-me, mas não é campanha de campeão.

No domingo, jogando com apenas um atacante, só não perdeu por causa do melhor jogador do Fluminense nos últimos anos. O bom e velho apito.

E hoje  só não perdeu pois foi beneficiado pelo velho e ruim esquema tático do técnico do time adversário, que se tivesse sido um pouquinho ousado, só um pouquinho mesmo (3 volantes, por exemplo), sairia vitorioso. Afinal, é quase impossível vencer uma partida atuando com 3 zagueiros e 5 volantes. É uma questão lógica. Com 3 zagueiros e 5 volantes, quase não resta ninguém para fazer o gol. Esse esquema só dá certo para o Parreira, cuja tese é que o gol é um detalhe.

Mas pior do que o técnico do Palmeiras foi o treinador do Fluminense. Fez 1 x 0 e apesar de estar com a partida na mão, acuando o adversário, resolveu colocar o time para trás, fato que chamou o Palmeiras para o jogo, que mesmo com o seu exército de volantes em campo, foi gostando, gostando, gostando, até que conseguiu o empate. Mais 30 segundos e era capaz da virada sair.

Por isso tudo não sei quem foi pior. Felipinho ou Muricy, interrogação. Só sei que juntos eles ganham mais do que a soma da renda de todas as pessoas que estavam ontem no Vale do Anhangabaú multiplicada por 100.

Vinicius (ex)Avallone, mais um jogo em que o Palmeiras consegue o gol quando o Valdivia sai de campo

Palpites de hoje

05/26/2010

São Paulo 1 x 2 Palmeiras

Será uma batalha de volantes. De um lado, Ricky será o destaque. Do outro, Edinho pancada. Os dois devem ser expulsos. Edinho, para nunca mais voltar. Quando menos se esperar, Hernanes – que se não for vendido agora não sairá nunca mais -, cruzará uma bola na área e o limitado porém iluminado Fernandão abrirá o placar. O Palestra demonstrará vontade, nada mais que vontade no primeiro tempo. Lincoln sairá ainda no primeiro tempo sentindo contusão. No segundo tempo, quando menos se esperar, bola na área do São Paulo e gol de Maurício Ramos. Aos 40, minutos após a expulsão do mau caráter Dagoberto, gol de Vinicius, após manchete de Rogério velho Ceni.

Como prêmio ao bom trabalho de Parraga, a diretoria palestrina deverá contratar Antonio muito velho Lopes. Meu Deus, exclamações.

Fluminense 0 x 2 Flamengo

O Fluminense jogará melhor. Atacará mais. Marcará mais. Ataque contra defesa. Mas. Mas. Ê Fluminense. Ê Muricy. Retorno à pauliceia cada vez mais próximo. Náutico ou Corinthians na pauta. Mano vai para o Flu. Os flamenguistas iniciarão um processo de renovação. Ney Franco assumirá. Denis Marques, Fernando (irmão do Carlos Alberto) e mais 9.

Prudentino x Corinthians

Sei lá. Esse jogo não importa. Sábado será a despedida de Mano Menezes.

O resto é resto, como diria Tomé.

Por Primo Argentino, também feliz por ser jornalismo futebol clube

Muricy: o novo Plano Cruzado de Belluzzo

04/07/2010

Estava indo tudo bem no “governo” do Palmeiras. O time apresentava um bom futebol. Vencia e convencia, no velho e bom 4-4-2. O técnico, Jorginho, tinha um excelente retrospecto. Eram 5 vitórias em 7 jogos disputados. A única derrota veio num pênalti mal marcado no jogo contra o Goiás, fora de casa. Vitória memorável no clássico contra o Corinthians: 3 x 0. Obina jogava bem. Era cotado para a seleção (da África do Sul, mas tudo bem).

O custo benefício do técnico Jorginho também era muito bom. Ele não davia ganhar mais do que R$ 50 mil, algo relevante num clube cujas dívidas crescem cada vez mais. Em suma, tudo caminhava para o título brasileiro. Naquele momento, o velho jargão não poderia ser mais apropriado: “em time que está ganhando não se mexe“.

Contudo, para uma pessoa isso não era o bastante. Luiz Gonzaga Belluzzzo, presidente do Palmeiras e criador de um dos mais fracassados planos econômicos brasileiros: o Plano Cruzado (Meu Deus! Dá até arrepio de lembrar).

Apesar do excelente momento da equipe e do apoio dos jogadores e torcedores ao técnico Jorginho, Belluzzo foi atrás de Muricy Ramalho. Sua desculpa era de que Jorginho não teria fôlego. Prometeu mundos e fundos para Muricy dirigir a equipe, como se a situação econômica do clube estivesse às mil maravilhas. Logo ele, o “grande” economista  (será que é esse tipo de coisa que ele ensina em suas aulas de economia na UNICAMP?).

A princípio Muricy disse que iria pensar. Fez o Palmeiras de gato e sapato. Deixou o clube esperando mais de 1 mês por uma resposta (não acredito que alguém que coloque Marcão para jogar consiga pensar tanto). Algo inadmissível para a imagem do Palestra. Ficar à mercê de um são-paulino assumido. Enquanto isso Jorginho trabalhava e o time vencia.

Quando Muricy respondeu pela 1ª vez, recusou a proposta. Um balde de água fria em Belluzzo e sua patotinha. E Jorginho estava lá, vencendo e convencendo. Todos pensaram então que Jorginho seria efetivado e que Belluzzo desistiria do seu “plano de governo”. Ledo engano. Belluzzo insistia em concretizar seu plano.

Passado algum tempo veio a surpresa. Muricy Ramalho aceitou a nova proposta do Palmeiras (para mim usou o Palmeiras num primeiro momento para fazer leilão, mas como não recebeu proposta mais vantajosa resolveu aceitar). Jorginho e seu excelente trabalho foram deixados de lado. Assumiu a função de “catar” cone nos treinos. Não merecia isso.

A partir desse momento tudo mudou no governo de Belluzzo. Mas para pior. O time começou a jogar mal. E bota mal nisso. As vitórias foram ilusórias. Quando o Palmeiras venceu foi no sufoco (para se ter idéia o Palmeiras ganhou apenas 1 jogo por mais de 1 gol de diferença). O rendimento dos jogadores também caiu. E olha que Muricy recebeu reforços. Figueroa  (não, não é aquele) enfim estreou, e vieram Robert (indicado pelo próprio Muricy) e Vagner Love.

Existe explicação? Sim. Muricy é fraco. Perto do que venderam sobre ele é fraco. É verdade que foi tri-campeão brasileiro (Geninho também foi campeão brasileiro, e pelo Atlético Paranaense). Mas é fraco. Os esquemas e escolhas de Muricy não me deixam mentir. Seja contra o CRB, seja contra o Íbis, lá está ele com seu exército de volantes e zagueiros. Que Muricy me desculpe, mas isso não é postura de uma vencedor. Sua teimosia em escalar jogadores de duvidosa qualidade técnica chega a ser irritante. Intragável. Souza, Marcão, Marquinhos e Wilians, sempre presentes nas escalações de Muricy, não jogam nem no time da fundação Padre Chico.

Enfim, diria simplesmente que a contratação de Muricy foi mais um Plano Cruzado, outra tragédia de Luiz Gonzaga Belluzzo.

Pra cima deles

04/07/2010

Francisco Diá (tiozinho da foto) é o técnico do Mogi Mirim. Em entrevista à TV Mecão, afirmou que “A gente tem que atacar o Palmeiras. Vou logo pra cima deles. Minha filosofia é com os zagueiros saindo pra jogar, os dois alas bem ofensivos”. O inteiro teor está no site oficial do sapão. Palestra sem moral.

Do outro lado, Muricy. Segundo o Estadão, Diego Souza no ataque e Willian no meio.  Sacconi, não tem jeito, reserva. Diego é meio campo, não me iludo. Palmeiras vai no 4-5-1 contra o glorioso Mogi. Quando menciono Deyvid Sacconi , claro, não estou me referindo a Lionel Messi, Steven Gerrard nem Michael Ballack. Apenas, Sacconi. Bom jogador, que a meu ver merece oportunidade no palestra. Até Marquinhos já foi titular, exclamação.

Mas Sacconi é ofensivo. Tem o azar de não ser volante. Willian, por outro lado, jogou exatamente de volante no Vitória. Ou seja, passaporte para jogar no time de Muricy. Desestímulo a Sacconi, desnecessário. Merecia um voto de confiança.

O contrato de Sacconi vence em 2011. Ou joga esse ano, ou não joga mais.

Diá, o destemido. Muricy, o não temido.

De minha parte, tchau.

Por Primo Argentino, nada mudou


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