Posted tagged ‘Kaká’

Renovar, interrogação

07/06/2010

Basta a seleção brasileira perder que se fala que tudo tem que mudar. Nada presta. Está tudo errado.

Assim como aconteceu logo após a eliminação na Copa do Mundo de 2006, o presidente da CBF, Sr. Ricardo Teixeira, fala na necessidade de uma completa renovação (naquela ocasião a renovação começou com a contratação de Dunga como técnico). Renovar o time, evidentemente, pois renovar a direção da própria CBF é mais díficil do que alguém diferente dos irmãos Castro assumir Cuba.

A ideia manifestada por Ricardo Teixeira é de colocar para jogar na seleção uma nova geração. Ele deu a entender que o time que jogou é muito velho e que os jogadores a serem convocados daqui por diante devem ser mais jovens. Comparou a seleção brasileira com as seleções da Alemanha e Gana. Disse que enquanto no Brasil apenas um jogador tinha idade olímpica (Ramires), essas outras seleções tinham mais de 10 jogadores nessa condição.

A alegação de Ricardo Teixeira é esdrúxula e demonstra o quanto ele entende de futebol.

A renovação é importante. Concordo. Contudo, o Brasil não tem que adotar como critério simplesmente a idade dos jogadores convocados. O que deve ser avaliado é a condição física e técnica.  Medalhões fora de forma ou sem comprometimento devem ser substituídos sempre que possível. Mas se no momento da convocação forem os melhores das suas posições, não podem ser desprezados por causa da sua idade.

Se o Lúcio, por exemplo, for o melhor zagueiro atuando daqui 4 anos, deve ser convocado para a Copa do Mundo. Só o que não pode acontecer – e é o que vinha acontecendo uns tempos atrás – é o jogador ser convocado apenas pelo nome, como Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho etc.

E mais. Não se pode comparar o futebol brasileiro com o alemão e o ganês. Quem disse que esses outros países optaram por convocar jogadores novos em detrimento de outros mais velhos? Alemanha e Gana, assim como a maioria dos demais países, não têm muita escolha, tanto que a Alemanha teve que chamar um brasileiro para formar o time. Essas seleções convocam os melhores que estão à disposição. Por acaso os melhores alemães e ganeses tinham, na maioria, menos de 23 anos.

A Alemanha, por exemplo, só não levou o medalhão Ballack, de 34 anos, porque ele se machucou. Por “sorte” a Alemanha achou para o seu lugar o jogador Ozil. E mais. Matthaus e Klinsmann só não jogam no time da Alemanha porque não aguentam mais, pois do contrário já estariam na sua décima Copa do Mundo. Já o caso de Gana não merece comentários. É sabido que quase todos os jogadores ganeses tem mais de 40 anos.

No Brasil, porém, é completamente diferente.  A cada 6 meses surgem novas opções para o técnico. Aqui, diferente de lá fora, é possível formar umas 5 seleções competitivas. O problema aqui é que nem sempre os melhores são escolhidos, e quase sempre o treinador é uma tristeza.

É preciso parar com essa besteira de renovação. O que a seleção brasileira precisa é de um bom técnico que escolha os melhores e jogue no velho e bom 4-4-2.

Renovação é na presidência da CBF. E de preferência que não seja o Andres Sanchez, como estão dizendo por aí. Nem o Belluzzo.

Vinicius (ex)Avallone, apostou como o polvo: Espanha 3 x 2 Alemanha, com 2 gols do mediano Villa

Anúncios

Massageando o ego

06/26/2010

Uma vez alguém disse que tem gente que pensa que comprou a verdade.

Uma dessas pessoas é Juca Kfouri.

Esquecido na mídia (perdeu lugar na RedeTV para Roberto Avallone e nem a TV Cultura o quis mais), de uns tempos para cá vive de plantar notícias. Muitas delas extravagantes. Notícias que afrontam a inteligência de qualquer ser humano, mas que as vezes atingem o objetivo perseguido por Juca Kfouri: aparecer.

Saiu dele, por exemplo, a notícia de que o Brasil entregou a final da Copa do Mundo de 1998 para a França em troca da Copa do Mundo de 2006. Nem Nelson Rubens é capaz de tamanha invencionice.

E o pior é que ainda dão credibilidade a tudo o que ele fala. Pois é, a despeito de tantas pisadas na bola, os “furos” de Juca Kfouri ainda criam proporções inimagináveis.

A nova do “Dr.” Juca Kfouri é que Kaká tem um problema no púbis que fará com que o jogador encerre a carreira de maneira precoce.

Seria mais uma notícia inventada para ser esquecida se Kaká não respondesse a Juca Kfouri publicamente (vídeo abaixo).

O jogador foi muito inocente nessa história.

Vinicius (ex)Avallone

O que acontece com o menino Kaká, interrogação

06/20/2010

O que acontece com Kaká, interrogação. Essa é uma pergunta que muitos estão fazendo atualmente.

De fato ele está muito diferente. Não no futebol. Nesse aspecto não estou surpreso com as tristes atuações do jogador. E não estou surpreso porque nunca vi em Kaká um craque.  Seus defensores alegam que Kaká está passando por um momento ruim. Ele pode até estar passando por uma má fase, mas Kaká em boa fase não vai muito além do futebol apresentado nos últimos tempos.

Kaká está diferente mesmo em seu temperamento. Está um pouco rebelde (Britney Spears começou assim).  Hoje, por exemplo, só arrumou confusão, até que finalmente foi expulso, após um lance besta com o jogador adversário. Não é de hoje que Kaká passa o jogo inteiro reclamando do árbitro, das entradas dos adversários, das críticas etc.

Crise de estrelismo, interrogação. É possível.

Ou será que Kaká, que sempre foi um coadjuvante na seleção, está sentindo a pressão de ser apontado como o protagonista do Brasil nesta Copa do Mundo, interrogação. Também é possível que seja isso.

O motivo dessa nova fase de Kaká realmente é um grande mistério.

A única coisa que eu sei com certeza é que Kaká não é jogador para conduzir a seleção brasileira para o título da Copa do Mundo.

Vinicius (ex)Avallone, cala a boca Galvão

Alguma surpresa, interrogação

06/15/2010

Sufoco.

Brasil 2 x 1 Coréia do Norte.

De repente a imprensa ficou receosa, temendo a desclassificação da seleção brasileira logo na primeira fase.

Ora, qual a surpresa, interrogação. Será que ninguém esperava um futebol ridículo como o que foi apresentado hoje, mesmo tendo na equipe jogadores medíocres como Maicon, Michel Bastos, Felipe Melo, Gilberto Silva, Elano, Luis Fabiano e Kaká.

Comentar sobre os cinco primeiros citados é chover no molhado. Se hoje voltassem para o Brasil não jogariam nem no Internacional do Celso Roth. E não me venha falar do Maicon, só porque ele fez um dos gols de hoje. Até outro dia esse cidadão estava para ser demitido da Inter.

Vale comentar os dois últimos: Luis Fabiano e Kaká.

O Brasil vencedor sempre teve um grande camisa 9. Nos últimos anos, por exemplo, teve Romário e Ronaldo. A seleção de hoje tem Luis Fabiano. Mas quem é Luis Fabiano, interrogação. Ganhou o quê, interrogação. Joga aonde, interrogação. Luis Fabiano, corintiano a quem Chico Lang se refere carinhosamente como “Favela”, não tem nenhum atributo para ostentar a camisa 9 do Brasil.

E mais. Um centroavante que se preza não fica sem marcar contra a Zimbábue, Tânzania e Coréia do Norte. A verdade é que a vaga de titular da seleção, após o fracasso de vários candidatos, caiu no seu colo. Luis Fabiano só está aí pois preenche a lacuna deixada por Ronaldo (e sua falta de comprometimento), Adriano (e suas peripécias), Fred (e o término do seu prazo de validade) e Alexandre Pato (que não passa de uma eterna promessa).

Já Kaká é isso que se viu hoje. Em todos os programas esportivos se discute a forma física de Kaká. Questionam o jogador clinicamente. Acreditam que Kaká não apresentou um bom futebol pois tem algum problema físico. Uma grande bobagem. Ele está meio fora de forma, é verdade. Mas o futebol do Kaká não é muito mais do que isso que ele mostrou hoje. Kaká é um jogador absolutamente comum, que se fosse feio como o Rivaldo estaria no São Paulo até hoje.

Kaká me lembra o Raí na Copa do Mundo de 1994. A imprensa acreditava que ele seria a estrela daquele mundial. A máscara caiu e Raí foi parar na reserva logo na primeira fase. E isso só não deve acontecer com o Kaká porque na reserva dele só tem volante.

Mas apesar de tudo isso, o Brasil deve acreditar na seleção brasileira. Repito: esse mesmo time medíocre ganhou tudo o que disputou nos últimos anos. Fora que as outras seleções vêm mostrando um futebol quase tão ridículo como esse da seleção do Dunga.

Vinicius (ex)Avallone, se o Raí fosse craque não perderia o posto de ídolo são-paulino para o Rogério Ceni


%d blogueiros gostam disto: