Quem é Gilson Kleina, interrogação


Gilson Kleina quase foi para o Fluminense. Mas quem é Gilson Kleina, interrogação. Não sei ao certo. O que eu sei é que ele é o atual treinador da Ponte Preta e está fazendo boa campanha no campeonato paulista. Só.

O nome de Gilson Kleina surgiu depois do Fluminense cogitar técnicos como Abel Braga, Felipinhozinho e Levir Culpi. Não sei quem é Gilson Kleina, mas a essa altura do campeonato sou mais ele. Parece incoerente, mas sou mais Kleina porque eu já conheço os outros nomes. Se contratasse um dos três, o Fluminense iria pagar uma fortuna para no final das contas conseguir o mesmo resultado que Gilson Kleina pode conseguir.

A diferença entre contratar Felipinhozinho ou Levir Culpi e apostar em um nome como Gilson Kleina é a experiência. Contudo, nem sempre a experiência é um fator determinante. No atual momento do futebol brasileiro, experiência se confunde muito com comodidade. Quantos e quantos técnicos e jogadores só possuem espaço nos grandes clubes por conta de conquistas ou pela exposição que tiveram no passado (e também pela falta de renovação). Ou seja, trabalham apenas com o nome. Adriano, Vanderlei Luxemburgo, Carlos Alberto, etc.

O difícil é bancar um nome como Gilson Kleina em um time grande. Para fazer isso o dirigente precisa ter muita personalidade, além de conhecer de futebol. Quem não tem personalidade para assumir responsabilidades, ou quem não conhece de futebol, contrata algum medalhão. É uma forma de blindagem. Se você contrata o Felipinhozinho e o time não ganha, para a imprensa e para os torcedores a culpa será inteiramente do técnico. Você vai se eximir da culpa dizendo que fez sua parte ao contratar um grande nome. Já se você contrata o Gilson Kleina e o time não ganha, num primeiro momento o técnico será cobrado, mas depois você também vai ser, por ter contratado alguém sem experiência, por fazer uma aposta etc.

É por isso que os clubes fazem o caminho mais fácil, ainda mais porque o dinheiro para contratar os medalhões não saem do bolso dos dirigentes. Se a conta fosse paga por eles, pensariam duas vezes antes de pagar R$ 600 mil por mês para qualquer um. Contrata um medalhão, paga uma fortuna e deixa o barco rolar. Sabem que se não der certo, dificilmente serão questionados pela escolha. O Santos está fazendo exatamente isso. Preferiu não efetivar Marcelo Martelotte e está indo atrás de Muricy Ramalho.

É aí que esbarra a renovação do futebol brasileiro, seja em relação aos técnicos, seja em relação aos jogadores.

Vinicius (ex)Avallone, sou mais Marcelo Martelotte

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4 Comentários em “Quem é Gilson Kleina, interrogação”

  1. Théo - FLA Says:

    Sábias palavras.
    Em parte não existe renovação por falta de coragem dos dirigentes dos clubes.
    Observo e vejo que na série A do nosso campeonato figuram sempre os mesmos nomes. Felipão, Muricy, Luxemburgo, etc. Não importa quantos fracassos eles tenham no presente, sempre vai ter dirigente querendo contratá-los, mesmo sabendo que eles vivem exclusivamente de passado ou, no máximo, da incrível incompetência dos demais.

    • Elvira Says:

      Eita vontade de ser palmeirense, hen Théo-“fla”!
      Você simplesmente não tira o Palmeiras da cabeça!!!!

  2. Imparcial Says:

    Gilson Kleina é Estevam Soares versão 2011.

  3. André Says:

    ANS encerra intervenção na Unimed Paulistana
    Luciana Seabra | Valor

    22/03/2011 16:52Text Resize

    Texto:-A +A CompartilharImprimirEnviar por e-mail SÃO PAULO – A

    Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) liberou a Unimed Paulistana da direção fiscal decretada em setembro de 2009. A intervenção na gestão da empresa foi um resultado de dívidas tributárias não registradas, além de uma situação econômico-financeira problemática.

    O fim da direção fiscal foi anunciado depois de a Unimed Paulistana ter registrado lucro líquido de R$ 44,97 milhões em 2010, contra um prejuízo de R$ 97,97 milhões em 2009.

    “Em 2008 não tínhamos registro de tributos no balanço. Fizemos uma organização tributária, uma gestão financeira com pulso firme e buscamos o equilíbrio fiscal”, explica o diretor executivo da empresa, Mauricio Rocha Neves.

    Agora, a empresa tem um desafio para 2011: atingir lucro líquido de R$ 150 milhões. O valor faz parte do plano de recuperação, que substitui o programa de saneamento que vigorou durante a intervenção.

    “O novo plano é arrojado, porém factível” garante Neves. Os resultados serão acompanhados pela ANS por meio de envios mensais de informações por parte da Unimed Paulistana.

    (Luciana Seabra | Valor)


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