Ao vencedor, as batatas


Os fins justificam os meios. Uma das frases mais aplicáveis ao futebol brasileiro.

Durante 3 temporada seguidas, o São Paulo levou o campeonato brasileiro. Durante esse período, um dos grandes méritos apontados pela imprensa era o planejamento da diretoria tricolor, que antes mesmo de terminar a temporada já contratava 5 ou 6 jogadores.

E a derrota em 3 libertadores seguidas? E a baixa arrecadação com venda de jogadores? Ninguém se lembrava disso. No final do ano, o que valia era o último título da temporada conquistado.

Para a temporadas 2009/2010, o São Paulo não mudou uma vírgula na sua administração. De uma só vez, Washington, Arouca e Júnior César. Deu certo? Não. Também, numa tacada só, Marcelinho e Carlinhos Paraíbas, e os carros batidos, e envenenados, Léo Lima e André Luiz. Deu certo? Claro que não.

Mas e se ganhar a libertadores? Aí deu certo. Mas Marcelinho, Carlinhos, Léo, André, Cleber Santana, nem jogam. Não importa: ganhou título, deu certo.

A história corintiana não é muito diferente. Andrés Sanchez formou um elenco com nada menos que 40 jogadores para disputar a libertadores 2010. No meio deles, Iarley, Danilo, Tcheco, Escudero (meu Deus!) e outras tristezas com altos salários. Nem times de futebol americano têm tantos jogadores assim. E sem contar que o clube enfrenta dívidas milionárias. É a pura definição do termo gestão temerária. Correto? A meu ver, sem dúvida. Mas ninguém na imprensa se arrisca a criticar antes de terminar o brasileirão. Se ganhar, Andrés será cotado a assumir a Petrobrás, o Ministério da Fazenda ou o Banco Mundial. Terei que conviver com isso.

O Santos lembrava “A Casa” de Vinicius de Moraes: era uma casa …, não tinha time, não tinha nada. Dívidas, elenco reduzido, jogadores afastados. De repente, como num passe de mágica, virou um exemplo de administração. Ninguém se lembra que, a exemplo de 2002, foi obrigado a recorrer aos garotos da base. Repito, obrigado, por falta de opção. Foi o que restou. E foi só ganhar um título que as coisas começaram a voltar ao normal. O clube está atrás de Marcelo Mattos. Esse é o Santos que conheço.

E o Palestra? Em 2009, Cipullo chegou a afirmar que se houvesse um manual para ganhar título, o Palmeiras o teria cumprido em todos os itens. Pierre, Diego Souza e Cleiton Xavier podiam sair. O clube foi lá e aumentou o salário. Técnico interino? Claro que não. Muricy, então o maior técnico no Brasil, contratado. Para finalizar, Vágner Love, sonho antigo dos torcedores. E por que não levou? Não sei. Só sei que se tivesse ganho é essa história que seria contada.

E os salários atrasados? A ausência de esforços mínimos para a manutenção de Kleber? A insistência no combalido Luxemburgo durante a libertadores? Derrota para o Nacional? Contratação de Mozart e Robert? “Vamos matar os bambis?” Arena? No título, nada disso importaria.

Queria falar do Flamengo também, mas não acho justo nesse momento delicado. Denis Marques e mais 10 não é fácil. Desse jeito, será convidado a participar da Taça Belluzzo.

Por Primo Argentino, como diria Mano Menezes, o que vale é a bola na casinha

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2 Comentários em “Ao vencedor, as batatas”

  1. Gargalhada Says:

    Achei ótima a noticia do flamengo ser campeão paulista

  2. Tricolor ABC Says:

    Mano menezes mais a imprensa corinthiana, por sinal, nem tudo é critica, algumas coisas são apenas fatos.


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